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26 de dez de 2011

Novela Kassab - nem Maquiavel entende



(Diante da situação que não se altera, desta novela que permanece atual, resolvi não escrever outro texto, mas apenas reeditar este. Alterando não seu conteúdo, mas o tempo em que se passa. Escrevi este texto no final do carnal do ano passado. Hoje estamos as vésperas de um outro, e infelizmente sem mudanças significativas)
13/02/2012
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A novela Kassab continua, no entanto cada capítulo traz não apenas expectativas quanto o seu desenrolar, mas também perplexidade em relação ao elenco deste drama, um quadro de atores que cresce a cada dia.
A cada cena, diferentes possibilidades ao destino de seu protagonista. No entanto, o desfecho é sempre o mesmo. É o povo levando... na sua ...
Atualmente estamos entrando em mais um período de carnaval, nada poderia ser mais propicio para representar esta situação que um momento de fantasia, de troca de identidades, de brincar de personagens.
O mesmo ocorre no cenário político da Cidade de São Paulo, os palhaços e foliões que me perdoem. Mas é uma grande palhaçada.
Não importa em  qual partido o Sr.º Kassab esteja, seja novo ou velho, seja de direita ou de esquerda, ainda será o mesmo discípulo de Maluf, de Serra e Alckmin, ainda terá sucateado os equipamentos públicos, fechado serviços essenciais a população carente, cortado verbas e aumentado de forma absurda  a passagem de ônibus.
E agora, neste novo capítulo, temos a higienização da Cracolândia e desalojamento de centenas de famílias, em nome da Especulação Imobiliária.
Ainda teremos uma São Paulo afogada nas enchentes, e crianças perambulando nas ruas, enquanto projetos e serviços têm seus convênios encerrados com a Prefeitura, como os CEDECAs – centro de defesa da Criança e Adolescente.
Impossível esquecer qual tipo de politica se destina esta gestão, que  permeia toda ação deste prefeito. Cidade Limpa?  Limpa de que? De quaisquer pobres?
Mas de tudo, o que mais me assusta, são as alianças que despontam no cenário político, pessoas e partidos que parecem viver uma crise de identidade, ou seria dupla identidade? Ainda tento acreditar na primeira alternativa, a da crise.
Será que se esqueceram do tempo em que mobilizam e saiam às ruas denunciando os abusos e o descaso desta gestão para com a população paulistana?
Hoje discutem entre seus quadros a possibilidade de unir-se aquele que foi "alvo" de seus ataques, e que continua desenvolvendo uma politica de descaso e negligência.


Estratégias necessárias, é o que ouço como justificativas para esta aliança.
Mas não há estratégia que justifique tal posição. É demais até para Maquiavel, é pensar nos “meios” esquecendo-se de quais são os “fins”, é fazer política pela política.
Luciana Santos

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